Tem certos dias, em que você tem um compromisso, e está com uma certa pressa, pouca paciência, ou até mesmo de ressaca, e resolve dar uma “passadinha” no caixa eletrônico, supermercado, algum outro lugar, ou seja, coisa rápida de se fazer. Justamente nesse dia, tem alguém à sua frente na fila. Daí você pensa: “É coisa rápida, vai dar tempo!”. Aí que mora o problema!
Exemplificando, uma situação comum é passar no mercado antes de compromisso. Após sair de casa, já no meio do caminho o trânsito não anda. Alguém está fazendo uma baliza, ou pára para conversar com outra pessoa na rua, não tem vaga perto do supermercado... parece que tudo está contra você! Segurando o impulso de estourar, contorna-se todos esses empecilhos e consegue chegar no destino.
Você já está dentro do mercado e pensa: “Agora é só pegar o que tenho que pegar e ir embora!”. Mas não é isso que acontece, aquela pessoa que você não encontra há séculos te pega de conversa, você olha no relógio, conversa, diz que está com um pouco de pressa, conversa mais um pouco, olha no relógio de novo, diz que está com pressa de novo, conversa de novo e lá se vão 10 a 15 minutos (uma eternidade para quem não queria gastar nem 5!). Depois da “looonga” conversa e achado o produto, na hora de pagar, tem aquele caixa que teoricamente seria o mais rápido, pois só tem uma pessoa com poucos produtos, ao passo que os outros estão lotados. Mas você esqueceu, ou provavelmente nem caiu a ficha, que esse é “O Dia Errado”, porque tudo e todos estão contra seu tempo apertado.
A Moça ou o Senhor que está à sua frente esqueceu-se de pegar alguma mercadoria e sai do caixa para ir buscar. Lá se vão mais alguns minutos preciosos, você olha no relógio e vê que está bem atrasado e já começa a batucar no balcão ou bater o pé no chão (sinais de impaciência involuntários), enquanto olha o caixa ao lado andando a todo vapor! A pessoa volta e na hora de pagar não acha a carteira ou cartão dentro da bolsa, ou ainda dá um cheque pré-datado e a mocinha do supermercado tem que pegar os dados do cliente no verso do cheque. Daí ela pergunta: “Quer que a máquina preencha?” e a pessoa responde “Não precisa, eu preencho à mão mesmo!” e ainda olha pra sua cara e diz “Não dá pra confiar nessas máquinas não é mesmo?” (um velhinho no mercado já me falou exatamente isso!), e começa a escrever. A essa altura você já cansou de olhar as horas, passa a mão no cabelo, já gastou a ponta dos dedos no balcão e as pernas já estão cansadas de andar pra lá e pra cá, enquanto o caixa ao lado que estava lotado já passaram 3 pessoas e você lá, parado.
Depois de uma eternidade e chegada a sua vez, o troco acaba. Até os funcionários resolverem o problema você já está de cabelos em pé e já olhou para o relógio o suficiente para o dia inteiro. O troco chega e você vai embora andando rápido sabendo que vai chegar atrasado ao seu compromisso e imaginando que o mais virá pela frente.
Moral da história: No dia em que você estiver com pressa e pensar em passar em algum lugar antes, esqueça! Tudo vai jogar contra você e seu apertado tempo!
Rubens Caliento