terça-feira, 17 de maio de 2011

COMO NOSSOS PAIS

Acho que todo mundo já pensou - ao tentar ensinar ao pai ou à mãe como mexer no som do carro, como mandar mensagem pelo celular, como gravar um CD, como usar um pen drive, ou seja, algo relacionado à tecnologia – “Nossa, por que toda essa dificuldade?” ou “De novo?! Será que eles não aprendem?”. Pois é, nunca pensamos, porém, que um dia isso vai acontecer conosco. Mas quando?

Sinto aos 22 anos, que isso já está acontecendo! Agora não sei se é porque eu sou burro, ou se é pelo fato de a tecnologia estar evoluindo muito rápido e não estou acompanhando, sei lá. Só sei que já estou sendo vítima e não estou gostando. Se meus pais soubessem disso, iam rir da minha cara!

A primeira vez que me senti assim foi tentando desbloquear o celular do meu pai (olha que ironia), o qual é touch screen. Fiquei que fiquei tentando e nada, até que engoli o orgulho e perguntei ao meu pai como fazia para desbloquear “aquele negócio”. Não falo mais sobre esse celular porque evito tentar mexer nele e descobrir que realmente não sei nada!

Fui esses dias, abrir uma conta no facebook. Que tragédia! Fiquei mais de uma semana para aprender a manusear minha conta, me senti muito mal!

Já percebi outra também, a qual não acontece só comigo, acontece com vários amigos meus. A cada versão nova do Windows, que vêm com novos Word, Exel etc, temos a maior dificuldade para nos acostumarmos com os novos atalhos, botões, links e por aí vai.

Não é só nesse aspecto, mas cada dia que se passa, o que sempre negamos até hoje sobre nossos pais, acontece com a gente ou com certeza vai acontecer, estamos sendo iguais a eles, ou vamos ser ainda. Por enquanto eu que estou percebendo essa minha dificuldade, mas será que daqui alguns anos meu filho, ou meu neto vai chegar pra mim e falar “Nossa Vô, vou ter que te ensinar de novo?! Você não aprende?” Eu acho que sim.

Como já dizia Elis Regina, mesmo em um contexto totalmente diferente, “...Ainda somos os mesmos, e vivemos, como nossos pais”.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

TEORIA DOS MOLDES

Com certeza você conhece uma pessoa que se parece com alguém, e mais alguém, e com outra pessoa e mais outra, ou seja, se parece com todo mundo! Pois é, já faz um tempo que conheço uma ou duas pessoas que tem essa característica, ou melhor, não tem nenhuma característica. Essas pessoas, de acordo com minha teoria, são como  Manequins,  Moldes, Modelos etc. Pois tem traços que são comuns a muitas outras pessoas diferentes e, ao mesmo, não tem nada em comum com ninguém, resumindo, ao mesmo tempo em que se parecem com tudo e todos, não se parecem com ninguém.

Mas como identificar essas pessoas no dia-a-dia? Parece simples, mas não é.

O primeiro sinal dessa condição é quando você está andando distraidamente pela rua e vê de relance uma pessoa que se parece muito com um conhecido seu. Se isso já aconteceu, preste atenção! Você começará a ver semelhanças dessa pessoa próxima a você em várias outras em fotos, filmes, shows, ou seja, em todo lugar. Caso isso não aconteça, descarte essa suspeita, o cidadão em questão é absolutamente normal.

 Até aí já foi meio diagnóstico. Somente depois de achar muitas pessoas parecidas com seu suspeito, você pode passar para a próxima etapa, e depois, o teste final
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Sem o alvo perceber, observe-o. Tente encontrar alguma característica peculiar nele, alguma mania que só ele tenha, algum sinal no corpo, um penteado, qualquer coisa que só essa pessoa tenha! Você não vai achar. Pronto, já tem 90% de chance de ela ser o que achamos que é. O teste final é como uma biópsia, dá o diagnóstico correto, com 100% de acuidade. Chegue em particular e comente que ela se parece com alguém. O suspeito negará até a morte e ficará inconformado! Podem passar anos e que ele nunca aceitará sua condição. Depois disso, pode confirmar sua hipótese diagnóstica.

Eu costumo chamar essas pessoas de Manequins, eles não têm nenhuma característica própria. Com certeza na hora da fabricação, Deus usou uma fôrma, um molde repetido sem querer ou sei lá, talvez o DNA não se recombine o tanto quanto pensamos. Só que esses seres não são tão comuns quanto se parece! Poucos são os que já conseguiram identificá-los. Não se sai procurando-os, caçando-os, isso não se faz! Eles simplesmente aparecem quando você menos espera. Portanto, quando se deparar com uma situação dessas, desconfie!


Nota: o autor apesar ter algumas dessas características, reconhece que se parece com alguém ou não se parece com ninguém. Portanto, não é um Manequim.